segunda-feira, 27 de junho de 2011

Funcionário de Embaixada é impedido de aposentar

 

  • "Funcionário de Embaixada é impedido de aposentar
    Enviado por Eduardo de Oliveira - 25.06.2011 | 21h24m
     
    Um relato dramático de um funcionário da Embaixada do Brasil em Londres é um símbolo das reivindicações do movimento grevista ‘Operação Despertar.’
     
    Antonio Falcão Rodrigues de Oliveira, o Tom Falcão, serviu o Itamaraty em Londres por 27 anos. Quando há 3 anos ele pediu a aposentadoria veio a supresa: Oliveira tinha contribuído para o INSS, mas o Itamaraty não repassou as suas contribuições – segundo o que a ele foi informado.
     
    O caso de Oliveira não é o único. Todos os dias o movimento recebe novos relatos de funcionários que não conseguem se aposentar, simplesmente porque a burocracia do Itamaraty é falha e ninguém faz nada a respeito.
     
    Alguns funcionários são injustiçados depois de servir o Itamaraty por 40 anos. Tem adeptos ao movimento grevista que classifica a situação como ‘sistema absolutista,’que ‘depende da decisão do chefe consular para sobreviver,’ como se o chefe pudesse decidir sobre ‘a vida e a morte.’
     
    Nessa semana, funcionários locais das embaixadas do Brasil em Amã, na Jordânia, em Washington D.C., nos EUA, em Dublin, e do consulado-geral de Barcelona, na Espanha, aderiram ao movimento. Agora a ‘Operação Despestar’ já conta com 500 participantes.
     
    O senador Paulo Paim (PT-RS) disse ao blogueiro que na semana que se inicia nessa segunda-feira, 27, vai ser realizada uma reunião para tentar evitar a crise nos consulados. O senador petista disse que representantes do Ministério das Relações Exteriores e dos trabalhadores que ameaçam entrar em greve vão estar presentes. No entanto, a liderança da ‘Operação Despestar’ alega que ninguém do movimento foi convidado até agora.
     
    Os grevistas também informam que o senhor Heraldo Neto, que foi funcionário do Consulado de Boston por 8 anos, não representa o movimento. Neto tem feito denúncias graves contra o ex-cônsul de Boston, o embaixador Mário Ernane Saade, mas ele não tem permissão para falar em nome da ‘Operação Despertar’."
 

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